- O que será que as borboletas fazem?
- As borboletas borboleteiam.
(Risos.)
segunda-feira, 28 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Wrong Way
"A cigarette pressed between her lips, but I'm staring at her tits it's the wrong way"
Você percebe que tá fazendo a coisa errada, com a pessoa errada. Na hora errada.
O que você quer é beber, mas você está fumando.
Você quer fumar, mas está bebendo. Quer amar, mas está sofrendo. Quer dormir, mas está no computador vendo coisas que te irritam. Quer paz, mas parece que o universo só te manda coisas erradas.
Why? Nobody knows. And you'll never really know.
Stop. Stop thinking...
Life really will fuck you if you don't love yourself.
Você escuta aquela voz, sem saber de onde vem. Ou se vem de algum lugar. O que você quer parece impossível. Você vê as coisas de um jeito que ninguém mais vê.
As pessoas não sabem ser amadas. Parece que o amor, assusta.
Se você gosta de alguém, esse alguém te acha fácil. E vai procurar alguma coisa complicada, pelo simples gosto de conseguir uma coisa suada. Competição, pura competição.
E você? Você bebe aquela breja, gelada. Você fuma aquele cigarro, câncer. Você escreve aquela coisa, desabafo. Viagem. Whatever.
Wrong way.
quarta-feira, 23 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Caio Fernando Abreu
Abre parênteses
Hoje te conto. E lembro daquela história zen, o rei que pediu ao monge um talismã que o protegesse de qualquer mal. O monge deu ao rei um anel, com a recomendação de abri-lo só em caso de extremo perigo. Um dia, o castelo foi cercado pelos inimigos, e o rei encurralado numa torre. Ele abriu o anel. Dentro, havia um papelzinho dobrado. Ele abriu o papelzinho e leu uma frase assim: “Isto também passará”.
E aquela vontade absurda de postar Caio.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Viagem
Fui pra perto de você hoje, agora. E - como sempre -, aposto a viagem de amanhã que você não sentiu minha presença. Nem meu cheiro, nem meu calor.
Amanhã, vou viajar. Vou viajar torcendo pra que no meio do caminho você me mande voltar, porque você está vindo viajar comigo.
Mas eu cai da cama, percebendo que já era hora de pagar a aposta - perdida. Não houve nem tempo para a torcida-planejada.
E agora o céu não está mais blue. Mas tem uma lua. Linda.
Amanhã, vou viajar. Vou viajar torcendo pra que no meio do caminho você me mande voltar, porque você está vindo viajar comigo.
Mas eu cai da cama, percebendo que já era hora de pagar a aposta - perdida. Não houve nem tempo para a torcida-planejada.
E agora o céu não está mais blue. Mas tem uma lua. Linda.
Blue
É a cor do céu hoje.
É a cor que vai pintar a vida, hoje.
"Tudo azul, tudo azul
Completamente blue
Tudo azul" (Cazuza - Completamente Blue)
É a cor que vai pintar a vida, hoje.
"Tudo azul, tudo azul
Completamente blue
Tudo azul" (Cazuza - Completamente Blue)
quarta-feira, 16 de março de 2011
What?
Não sei, não vou, não quero, não olho, não ouço. Mas sinto. Sinto tudo, ou quase tudo. E sinto nada. Mas sinto o vento, sinto o sol, a chuva, o frio, o calor. Ah, o calor. Aquele seu calor. Mas não é esse que sinto, por culpa sua. É tudo culpa sua, coração. Inteligente foi Caio, que já dizia "(...)sossega, sossega - o amor não é para o teu bico." E burra fui eu, que não acreditei nisso. Ou que sempre quero desafiar as coisas que me dizem, né. Por pura teimosia, mas sem culpa. E essa sou eu: teimosa. Quebro a cara, o coração e o que mais tiver que quebrar, mas vou atrás e não sossego. Ah, mas não sossego mesmo! Até estar tudo em cacos - ou cinzas - para que eu possa jogar aos ventos. E eu quero saber é qual a direção que esses ventos tomam, porque ou eles me amam ou só estão querendo me jogar a teimosia na cara.
Incenso
Você acende. Ele queima. Deixa o cheiro -marcas. Apaga. E ali ficam, as cinzas. Caídas, - em cacos? Não, em cinzas. Ora, como poderiam ficar em cacos? (Pensei). Mas sim, poderiam. As pessoas não ficam em cacos quando o incenso queima e apaga? Ficam, é assim: acende, vai durando e queimando e deixando marcas, então acaba e o que sobra são cacos.
Acabou o incenso, vou jogar as cinzas ao vento.
E se entenderam
Amanhecia o dia lá fora, e dentro do mundo deles ainda era noite. Ou ainda queriam que fosse noite. Ela viu a fresta de luz que surgia perto da cortina. Ele tampou o raio de luz que fazia perceber quanta poeira havia no ar. Ela beijou seu queixo como fazia ao desejar bom dia. Ele passou os dedos em seus lábios como fazia ao desejar bom dia.
Ela suspirou, olhou para ele e sem exitar, disse:
- Hoje eu não quero saber de nada.
Assustado, com aquela cara que ela mais gostava, ele perguntou:
- Nada?
- Depende qual é o seu conceito de nada. – disse ela, com aquela cara que ele mais gostava.
E então, como sempre acontecia quando trocavam aquelas caras, os dois se entenderam. E sorriram, e se abraçaram, e se beijaram, e rolaram. Assim, sorrindo, abraçados, beijando. Rolaram cama, chão e tapete.
Até que se olharam, com aquelas caras de que mais gostavam, e juntos sussurraram, um ao pé do ouvido do outro:
- Agora eu quero tudo.
E se entenderam.
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